O jogo de ontem no estádio Olímpico entre Grêmio e América-MG pelo Campeonato Brasileiro não foi bom, nada bom. Para falar a verdade, as coisas no Olímpico não estão nada bem há tempos. O clube está a mais de dez anos sem conquistar um título importante e a torcida já está impaciente e cansada. Não concordo com vaias e críticas, penso que se o torcedor comparece ao estádio, que seja para apoiar e torcer. Mas como já disse a fase não está boa, e não está boa há muito tempo, para não dizer, anos. A última grande conquista do clube foi em 2001, quando o tricolor se tornou tetra Campeão da Copa do Brasil.
Desde então, a participação em importantes competições aconteceu, mas o desempenho do time não foi o suficiente para trazer uma taça de Campeão para o Olímpico. O tricolor até que foi longe, mas ficou no quase, como aconteceu na Taça Libertadores da América em 2002 quando chegou às semifinais sendo derrotado pelo Olímpia do Paraguai, também em 2007 quando chegou à fase final com o Boca Juniors da Argentina, ficando com o vice-campeonato, em 2009, quando foi até a semifinal com o Cruzeiro e em 2011, sendo eliminado logo nas oitavas-de-final pelo Universidad Católica do Chile. Sem contar a Copa do Brasil de 2010, onde o tricolor deparou-se com o forte e imbatível Santos nas semifinais, sendo eliminado pelo time paulista.
O problema que acontece no estádio Olímpico é este, o quase. E durante estes dez anos, mesmo vivendo o “quase campeonato”, a torcida continuou indo ao Olímpico, pagando sua mensalidade e apoiando seu clube incontestavelmente. Mas como tudo nesta vida, há um limite. E a paciência e a dedicação do torcedor estão se esgotando. Talvez isso não só explique, mas justifique o que vem acontecendo nas arquibancadas do Monumental: vaias, vaias e mais vaias.
Assim como nos últimos jogos pelo Campeonato Brasileiro, ontem o Grêmio realmente não teve uma boa atuação. Foram muitos passes errados, muita displicência, pouca garra e para não dizer nenhuma, foram pouquíssimas jogadas efetivas. A mudança na escalação feita pelo técnico Julinho Camargo com a entrada do atacante Miralles no lugar do garoto Leandro, deu a entender que algo ia mudar, para melhor. Uma esperança de gols aos pés de jogador tão pedido pela torcida. Não resolveu, pelo menos no primeiro tempo.
A improvisação do zagueiro Saimon na lateral direita não rendeu. O jogador viu-se perdido taticamente em diversos lances do jogo, sendo salvo por Mário Fernandes, também zagueiro, que sem querer ou não, acabava dando conta do recado no lado direito, e que por sinal, sabe fazer muito bem. Lúcio que voltou a atuar pela lateral esquerda após ficar muito tempo no meio campo, também não teve um bom desempenho e ouviu muitas vaias e cobranças vindas das arquibancadas. O meia Douglas, como sempre, apostando nos seus passes de calcanhar (tudo bem que é bonito, mas quando não é eficaz, não dá), além de perder muitas bolas por falta de atenção. O centroavante André Lima ainda não deu resposta desde que voltou ao time titular após a lesão que o afastou do campo por três meses. Até mesmo o meia argentino Escudero, tão adorado pela torcida tricolor, recebeu vaias. No segundo tempo, mesmo com toda essa insuficiência em campo, o Grêmio conseguiu um empate com Miralles. Mas ficou só nisso, um empate com o fraco América-MG dentro de casa. E tudo isso acaba com a paciência de um torcedor que está a mais de dez anos esperando que algo aconteça. Esperando que aquele jogador que veste a camisa do clube tenha garra, força e dedicação. E quando isso não acontece, a torcida vai cobrar.
A improvisação do zagueiro Saimon na lateral direita não rendeu. O jogador viu-se perdido taticamente em diversos lances do jogo, sendo salvo por Mário Fernandes, também zagueiro, que sem querer ou não, acabava dando conta do recado no lado direito, e que por sinal, sabe fazer muito bem. Lúcio que voltou a atuar pela lateral esquerda após ficar muito tempo no meio campo, também não teve um bom desempenho e ouviu muitas vaias e cobranças vindas das arquibancadas. O meia Douglas, como sempre, apostando nos seus passes de calcanhar (tudo bem que é bonito, mas quando não é eficaz, não dá), além de perder muitas bolas por falta de atenção. O centroavante André Lima ainda não deu resposta desde que voltou ao time titular após a lesão que o afastou do campo por três meses. Até mesmo o meia argentino Escudero, tão adorado pela torcida tricolor, recebeu vaias. No segundo tempo, mesmo com toda essa insuficiência em campo, o Grêmio conseguiu um empate com Miralles. Mas ficou só nisso, um empate com o fraco América-MG dentro de casa. E tudo isso acaba com a paciência de um torcedor que está a mais de dez anos esperando que algo aconteça. Esperando que aquele jogador que veste a camisa do clube tenha garra, força e dedicação. E quando isso não acontece, a torcida vai cobrar.
E cobrou com razão. O Grêmio precisava da vitória ontem. Acima de tudo, precisava dos três pontos. Até agora, foram 11 rodadas disputadas pelo tricolor: 4 empates, 4 derrotas e apenas 3 vitórias. Dos jogos fora de casa a situação é preocupante: foram 3 derrotas, 1 empate e somente 1 vitória (com um gol contra do Atlético Paranaense). Mais preocupante ainda é o desempenho do time no Olímpico, sua casa: somam 3 empates, 2 vitórias e 1 derrota. Com todos esses números, o Grêmio se encontra na 14º posição da tabela do Campeonato Brasileiro.
O próximo jogo é contra o Flamengo no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro.
Reação, força e vontade! É o que pede a impaciente torcida gremista.

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