domingo, 3 de julho de 2011

E então, criei coragem.

E nem escrever, não, não acho mais que seja trabalho. Durante muito tempo achei que era. Agora não acho mais. Acho que é um não-trabalho. É atingir o não-trabalho. O texto, o equilíbrio do texto, é um espaço em si que é preciso reencontrar. Aqui não posso mais falar de economia, de uma forma, não, e sim de uma relação de forças. Não posso dizer mais que isso. É preciso chegar a dominar o que ocorre de repente. Lutar contra uma força que some e que somos obrigados a capturar sob pena de que ela se ultrapasse e se perca.  Abandonar, depois retomar, voltar atrás, ficar inconsolável tanto por ter deixado quando por ter abandonado. Desobstruir entre si. E depois, às vezes, sim, escrever. Todos andamos atrás desses instantes em que nos retiramos de nós mesmos, deste anonimato para nós mesmos que trazemos em nós. Não sabemos, não temos noção de tudo aquilo que fazemos.
Escrever, antes de mais nada, é um testemunho daquilo que é possível acontecer enquanto estamos ali, sentados à chamada mesa de trabalho, daquilo que engendra aquele fato material, de estarmos diante de uma mesa com as coisas necessárias para formar as letras sobre a página ainda intocada. Duras (1988, p.24).

Um comentário:

  1. Escrever para nós, jornalistas. Para eles, esportistas, atletas, representantes de um povo, a missão é outra, mas o objetivo o mesmo. O importante é ser quem somos, nos expressarmos verdadeiramente com a essência de cada um. Todos temos momentos difíceis, quase pensamos em desistir, quase abandonamos os nossos sonhos quando estamos a um passo de realizá-los. Ainda bem que temos a inteligência para pensar e o livre arbítrio para escolher. Ainda bem que conseguimos fazer parte do show e ainda assim contestar o roteiro. Podemos montar, remontar, editar, criar, mas todos sabemos que o puro vem do coração, e o que vem do coração é sempre verdadeiro! Futebol é arte, espetáculo, cultura. E por isso deve ser respeitado e valorizado como tal e não banalizado e desprezado apenas como algo comercial e midiático que rende lucro, assunto e rivalidades hipócritas. Acredito no futebol, no jornalismo e nas pessoas de coração bom, por isso acredito que isso é cultura, isso é FUTEBOLEPONTO! Saravá!

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