Faltando apenas três rodadas para encerrar o Campeonato Brasileiro, Grêmio e Ceará se enfrentaram vivendo situações diferentes na tabela. O time de Celso Roth, estacionado na 11º posição e já sem chances de classificação para a Libertadores 2012, entrou em campo com objetivo de permanecer na zona classificatória para a Sul-Americana e Copa do Brasil. Já o Ceará, na 18º posição, jogou com toda garra para sair do Z4.
O jogo
O Ceará entrou em campo com o nervosismo claro no toque da bola. Nos primeiros minutos, no calor do jogo, marcava forte sobre o Grêmio mostrando-se muito nervoso. O Grêmio dominou o jogo com tranquilidade nos primeiros dez minutos, mas pecava nas finalizações. Com chegadas fortes pelo lado direito com tabelas entre Mário Fernandes, Marquinhos e Leandro, o tricolor criou praticamente todas as jogadas de ataque.
O time de Dilmas Filgueiras passou a dar trabalho para a zaga gremista somente na metade da primeira etapa, principalmente com Osvaldo e Felipe Azevedo, dois atacantes de qualidade. E foi exatamente esta dupla que criou a jogada que abriu o placar no Olímpico. Aos 28 minutos, após outro ataque mal sucedido do Grêmio, o Ceará atacou pelo lado direito com Osvaldo que cruzou para Azevedo balançar as redes. Com o gol, o Ceará cresceu em campo e passou a pressionar.
Pelo lado do Grêmio, Mário Fernandes, Marquinhos e Leandro continuaram criando jogadas pela direita, mas nada de concluir. Foi então que aos 37, Júlio César, que havia criado somente um lance de ataque, começa a jogada de reação gremista. Júlio César deu passe para Leandro que avançou até Douglas. O camisa 10 fez uma bela tabela com André Lima, que devolveu de primeira, na mesma precisão com um toque que deixou Douglas tranquilo para marcar o seu gol no jogo. Partida empatada para alívio dos poucos torcedores presentes do Estádio Olímpico. O Grêmio quase virou o jogo com Fernando, após receber a bola na sobra de uma jogada, chutou forte e certeiro, mas Fernando Henrique fez boa defesa, evitando o gol. O Ceará ainda pressiona no final da partida, mas o primeiro tempo terminou com o placar empatado.
O crime da Carroça desembestada
Anoitece em Porto Alegre, refletores acesos no estádio Olímpico, mas quem brilhou outra vez, foi Felipe Azevedo. Logo no início da etapa complementar, Thiago Humberto é derrubado na área, e o juiz marca penalidade máxima. Felipe Azevedo se posiciona em frente a Victor, conhecido como bom pegador de pênaltis, mas que nesta noite não teve sucesso. Azevedo, outra vez, balança as redes. Com cobrança precisa no lado esquerdo de Victor, o Ceará vira o jogo e complica a situação do Grêmio, e principalmente do técnico Celso Roth, com futuro incerto no Olímpico.
O Grêmio se perdeu em campo, e o lance mais perigoso de gol foi com Douglas, após cobrança de escanteio que seria um gol olímpico, mas Fernando Henrique defendeu. Marquinhos também tentou com cobrança de escanteio, mas tudo parava no goleiro. O vovô, como é conhecido o Ceará, passou a dominar o Grêmio, surpreendendo a todos que assistiam a partida.
Osvaldo, um dos melhores em campo, deu muito trabalho para a zaga gremista, mas, a noite realmente era de Felipe Azevedo. Ainda no início da partida, aos 12 minutos, Felipe Azevedo bate e Victor afasta. Azevedo, determinado a vencer a partida, chuta a gol novamente desajeitado e a bola bate na trave e entra. Victor ainda tenta tirar pela segunda vez, mas a bola já havia atravessado a linha. Ceará 3 a 1 Grêmio.
Com o terceiro gol, o Ceará que já dominava a partida, literalmente colocou o Grêmio na roda. Facilmente chegava ao ataque e só não ampliou o placar porque os atacantes pecavam nas finalizações. Felipe Azevedo ainda teve alguns bons lances em campo, mas foi substituído no final da partida.
O Ceará ainda teve outra chance muito clara de marcar o quarto gol com Osvaldo, batendo de cobertura já com o goleiro Victor vencido, mas a bola foi pra fora. A torcida gremista, que vaiava muito forte, passou a deixar o estádio logo após o terceiro gol sofrido. As vaias para o técnico Celso Roth foram ficando cada vez mais fortes.
No final da partida, Miralles sofre pênalti. Quando parecia que a vergonha não seria tão grande, ela piorou. O próprio argentino se posicionou para cobrar, mas a pressão no estádio era tão grande que a bola bateu na trave. Apito final, muitas vaias, gritos de protesto à Celso Roth, e a classificação do Grêmio na Sul-Americana ameaçada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário