Mais uma vez os torcedores gremistas saíram revoltados do estádio Olímpico. O empate em 2 a 2 com o Atlético Mineiro em casa, aumentou a pressão e a má fase do tricolor que esteve duas vezes à frente no placar. O primeiro tempo teve um show de passes errados e a falta de qualidade era clara. Com a lesão do meia Douglas, Julinho repetiu o esquema utilizado contra o Flamengo com três volantes, Fábio Rochemback, Gilberto Silva e Adílson, ficando somente com o meia Escudero, sem a característica de armar jogadas. Assim, o time de Dorival Junior teve o domínio da bola e poderia ter aberto o placar com Patric, se não fosse o zagueiro Rafael Marques salvar em cima da linha. O ataque formado por André Lima e Miralles estava apagado, principalmente André Lima.
No intervalo, Julinho mudou a equipe tirando o volante Adílson e colocando o garoto Leandro deixando o time mais ofensivo. E o time voltou com outra cara. Logo aos cinco minutos em jogada de contra-ataque, Escudero encontra Leandro livre, dando o passe ao jogador que abriu o placar. A arquibancada tricolor ficou eufórica. Os torcedores acordaram, contaram e ainda comemoravam quando André empatou para o Galo no mesmo minuto. Banho de água fria para aqueles que pensavam que as coisas iriam melhorar.
E a reação não ocorreu. Julinho fez mais duas substituições colocando Marquinhos no lugar de Escudero e até desenterrando o atacante Clementino (que não fez muita coisa, pra não dizer nada) no lugar de André Lima. Com poucas chances de sol, o Grêmio só arrancou um empate aos 34 minutos porque Mário Fernandes foi derrubado na área. Pênalti que Fábio Rochemback converteu. Não se deixando abater, o Atlético continuou pressionando e quase que a novela se repete. Um minuto após o gol gremista, o atacante Berola driblou Victor e ia marcar quando o lateral Lúcio salva em cima da linha e comemora muito. A pressão mineira continuou e era forte, mas teve suas jogadas bloqueadas por boas defesas do goleiro Victor.
A partida estava no final e o Grêmio estava com a vitória nas mãos. E foi exatamente por elas que a deixou escapar. Com uma falha de Victor, em uma cobrança de escanteio o zagueiro Leonardo Silva venceu o goleiro tricolor, conquistando outra vez o empate.
A situação do Grêmio é delicada. Ameaçado a entrar na zona do rebaixamento, tem apenas 14 pontos e é o 15º colocado na tabela do Campeonato Brasileiro. Ou seja, na zona do NADA. Julinho Camargo está no comando do Grêmio há um mês e dois dias. Com um baixíssimo aproveitamento de 33,3% em seis partidas, sofreu três empates, duas derrotas e apenas uma vitória.
O novo diretor executivo do Grêmio, Paulo Pelaipe, que chegou nesta terça-feira com o objetivo de dar ordem a casa não perdeu tempo. Até então, com o discurso de que apostava muito em Julinho, pedindo calma a torcida e garantindo a permanência do treinador, ontem o demitiu. Afinal, técnico vive de resultados e Julinho não os conseguiu.
E quem diria, Celso Roth é o nome mais cotado para assumir o comando do Grêmio e já teria sido procurado pela direção gremista. A ideia é agilizar o contrato e se tudo der certo, Roth já treina a equipe para o confronto contra o Palmeiras no próximo sábado às 18h30 no estádio do Canindé. O preparador físico Paulo Paixão já acertou com o clube.
Vejo uma direção perdida e desesperada. A revolta dos torcedores gremistas, que ontem ao final da partida protestaram no Olímpico querendo a cabeça de Paulo Odone, é resultado de uma gestão incompetente que hoje colhe os frutos de atitudes erradas tomadas no passado!
Mas, torço pelo bom futebol. Boa sorte ao novo técnico.

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